quinta-feira, 14 de abril de 2011

Hipocrisia tem limite, MESMO!


Saiu em um blog, ontem, 13, um post onde o escritor do mesmo diz que o caso de homofobia que envolveu o jogador de vôlei, Michael, do Vôlei Futuro, foi a piada do século. Ele diz o seguinte, referindo-se a nós, gays: "Quem está tendo 'tratamento diferenciado' agora? Sejam gays. A gente aceita. Só não forcem pra ser 'exemplo'. Se querem igualdade, taí. O que querem, agora, é tratamento VIP".
Não, nós não queremos tratamento diferenciado, muito menos VIP. As pessoas chamam umas às outras como "negão", "gordinho", "viado", "sapatão" e etc, carinhosamente, como o próprio escritor diz, quando há intimidade para isso. Imagine a seguinte situação: " você é gordinho e um amigo lhe chama de 'gordo' ". É normal, se você tem certo nível de intimidade para ser chamado dessa forma. Agora imagine: "você, profissional, trabalhando, e todos a sua volta, crianças, idosos, jovens, adultos, gritando 'GORDO, GORDO, GORDO' "? Você se sentiria normal, bem, com o acontecimento? Reflita!
Enquanto aguardamos esse momento de reflexão, voltaremos a postagem do blog.
Em algum momento da postagem desse blog, o escritor diz: "Vamos separar as coisas e excluir o oportunismo ignorante[...]". Com certeza. Nessa questão, eu apoio. Um caso que eu, particularmente, achei desnecessário, foi a punição da NBA ao atleta do Los Angeles Lakers, Kobe Bryant, de $100,000.00 por ter pronunciado algo como "viado de merd*" em direção ao juíz. Nesse caso, eu não vi como homofobia absurda! Na minha concepção, foi como se ele chamasse o árbitro de "filha da put*". Mas ESSE CASO não se compara ao do Michael.
O caso do Michael não foi circo, não foi banal. Homofobía MATA! Preconceito MATA! Independente de ser com homossexual. Dizer que o que aconteceu não foi um caso ridículo de homofobia é demais. Já aconteceu diveeeeeeeeeeeeeeeersas vezes de jogador negro processar clube adversário, por ser chamado de "macaco" . Vai dizer que se um estádio inteiro chama um jogador negro de "macaco"não é preconceito? Pelo amor de Deus, né! Hipocrisia é dizer que a gente deve aceitar esse tipo de coisa.


* Antes de qualquer coisa, quero deixar bem claro que cada qual tem sua opinião sobre diversos assuntos. Respeito a opinião do Blogueiro que escreveu esse artigo onde tivemos como base para nosso post, aqui no OqeqeR, assim como ele respeitaria a nossa, e, também, concordo com ele sobre o diálogo, pois saber dialogar, realmente é um problema para muitas pessoas, pois, eu acredito que, para dialogar é preciso saber o que isso significa. Muita gente, não estou falando específicamente de alguém, não possue essa capacidade. *

Por: @tiffdls



terça-feira, 12 de abril de 2011

Sejamos Gays. JUNTOS!

" Adriele Camacho de Almeida, 16 anos, foi encontrada morta na pequena cidade de Tarumã, Goiás, no último dia 6. O fazendeiro Cláudio Roberto de Assis, 36 anos, e seus dois filhos, um de 17 e outro de 13 anos, estão detidos e são acusados do assassinato. Segundo o delegado, o crime é de homofobia. Adriele era namorada da filha do fazendeiro que nunca admitiu o relacionamento das duas. E ainda que essa suspeita não se prove verdade, é preciso dizer algo.

Eu conhecia Adriele Camacho de Almeida. E você conhecia também. Porque Adriele somos nós. Assim, com sua morte, morremos um pouco. A menina que aos 16 anos foi, segundo testemunhas, ameaçada de morte e assassinada por namorar uma outra menina, é aquela carta de amor que você teve vergonha de entregar, é o sorriso discreto que veio depois daquele olhar cruzado, é o telefonema que não queríamos desligar. É cada vez mais difícil acreditar, mas tudo indica que Adriele foi vítima de um crime de ódio porque, vulnerável como todos nós, estava amando.
Sem conseguir entender mais nada depois de uma semana de “Bolsonaros”, me perguntei o que era possível ser feito. O que, se Adriele e tantos outros já morreram? Sim, porque estamos falando de um país que acaba de registrar um aumento de mais de 30% em assassinatos de homossexuais, entre gays, lésbicas e travestis.
E me ocorreu que, nessa ideia de que também morremos um pouco quando os nossos se vão, todos, eu, você, pais, filhos e amigos podemos e devemos ser gays. Porque a afirmação de ser gay já deixou de ser uma questão de orientação sexual.
Ser gay é uma questão de posicionamento e atitude diante desse mundo tão miseravelmente cheio de raiva.
Ser gay é ter o seu direito negado. É ser interrompido. Quantos de nós não nos reconhecemos assim?
Quero então compartilhar essa ideia com todos.
Sejamos gays.
Independente de idade, sexo, cor, religião e, sobretudo, independente de orientação sexual, é hora de passar a seguinte mensagem pra fora da janela: #EUSOUGAY
Para que sejamos vistos e ouvidos é simples:
1) Basta que cada um de vocês, sozinhos ou acompanhados da família, namorado, namorada, marido, mulher, amigo, amiga, presidente, presidenta, tirem uma foto com um cartaz, folha, post-it, o que for mais conveniente, com a seguinte mensagem estampada: #EUSOUGAY
2) Enviar essa foto para o mail projetoeusougay@gmail.com
3) E só :-)
Todas essas imagens serão usadas em uma vídeo-montagem será divulgada pelo You Tube e, se tudo der certo, por festivais, fóruns, palestras, mesas-redondas e no monitor de várias pessoas que tomam a todos nós que amamos por seres invisíveis.
A edição desse vídeo será feita pelo Daniel Ribeiro, diretor de curtas que, além de lindos de morrer, são super premiados: Café com Leite e Eu Não Quero Voltar Sozinho.
Quanto à minha pessoa, me chamo Carol Almeida, sou jornalista e espero por um mundo melhor, sempre.
As fotos podem ser enviadas até o dia 1º de maio.
Como diria uma canção de ninar da banda Belle & Sebastian: ”Faça algo bonito enquanto você pode. Não adormeça.” Não vamos adormecer. Vamos acordar. Acordar Adriele.

— Convido a todos os blogueiros de plantão a dar um Ctrl C + Ctrl V neste texto e saírem replicando essa iniciativa —"

* só para reforçar, esse texto não foi escrito por nós, do OqeqeR.


quarta-feira, 6 de abril de 2011

Homofobia é realmente um crime ou não?

Bom, quero começar fazendo a seguinte pergunta: homofobia realmente não é crime?
E infelizmente, temos outro caso de morte por homofobia. A adolescente Adriele Camacho de Almeida, de 16 anos, foi encontrada morta em uma fazenda em Itarumã(GO), na tarde desta terça-feira (05/04/2011). Ela estava desaparecida desde 13 de março. Acredita-se que os responsáveis pela morte da menina sejam o pai e o irmão da namorada dela.
Antes de começar o relacionamento homossexual, Adriele teve um relacionamento curto com o suspeito, só que acabou se apaixonando pela irmã do mesmo. A família não aceitou o namoro que já durava 1 ano, e por já terem ameaçado a vitima de morte se ela não terminasse o relacionamento, são os principais suspeitos. O pai foi preso e o irmão foi internado em uma cela específica para adolescente infrator. A menina foi encontrada pelos policiais militares e civis enterrada de cabeça pra baixo.
Agora, o que eu queria saber é: quantos mais assassinatos a gente vai precisar ter até os nossos representantes perceberem que homofobia é crime sim?

Veja o Vídeo da reportagem no Jornal Hoje:






Por: @aline_ffc

terça-feira, 5 de abril de 2011

Deputado J. Bolsonaro: homofóbico, racista e ditador. [3]

E mais uma vez o Deputado Jair Bolsonaro resolveu falar besteiras na televisão. O CQC fez mais uma matéria com ele (exibida ontem, 04/04/2011), pra explicar suas respostas anteriores. Como sempre, ele manteve o seu discurso homofóbico, porém com mais cuidado quanto à questão dos negros.
Agora, o que eu achei mais irônico foi ele, como uma pessoa totalmente contra gays, dizer, com a cara mais lavada, que aceita votos dos mesmos.  Ele que diz que a comunidade homossexual não acrescenta em nada na sociedade, aceita voto de gay? Por quê? Quando é pro próprio bem, os gays servem pra alguma coisa? O pior é que tem muita gente que pensa igual a ele, mesmo não tendo coragem de mostrar a cara, tem muita gente que vota nele! O Brasil, como um todo, ainda tem muito que mudar e não dá pra nós ficarmos calados. Temos que aprender a pesquisar sobre a vida dos nossos políticos pra não nos arrependermos depois. Muita gente, assim como eu, acha política um saco, mas com esse pensamento não vai dar pra mudar muita coisa. Vamos lutar pelo que acreditamos!
E pra fechar esse post, queria deixar aqui a minha profunda admiração ao Marcelo Tas, do CQC, que expondo sua vida particular, mostrou uma foto de sua filha lésbica, dizendo que sente muito orgulho dela. É isso ai! Precisamos de mais pais assim!

Veja o Vídeo do programa exibido ontem, 04/04/2011:



Por: @aline_ffc